O que você vai ser quando crescer?

O que você vai ser quando crescer? Quando alguém faz essa pergunta para uma criança, ela imagina profissionais que admira, como jogador de futebol, médico, cantor, bombeiro, profissional de televisão, veterinário, astronauta ou bombeiro.

Essa frase simples do senso comum, já começa a valorizar o que se espera da criança quando esta deixar a infância. Por ser o trabalho uma atividade que ocupa um lugar central na vida cotidiana, a criança vai constituindo subjetivamente o trabalho ao entrar em contato com as escolhas profissionais que procedem das pessoas mais significativas e das profissões de seus heróis.

Na minha experiência como orientadora profissional, ao perguntar aos jovens o que já pensaram nas profissões quando criança, já tive respostas inusitadas a esse respeito : um jovem que queria ser um “dinossauro”, sim o próprio dinossauro, porque amava dinossauros, um outro quis ser atirador de canhão (ideia que veio dos desenhos que ele assistia), outros mais realistas, ser design de Lego ou ser professor de videogame.

A criança vive a fase da fantasia. As escolhas não se dão baseadas em seus gostos ou suas características pessoais , mas nas atividades que lhe parece mais excitante e agradável.
Já na adolescência começam a levar em conta na avaliação das profissões , o seu status social, seu prestígio e o ganho financeiro. Deixam de tomar decisões baseadas na fantasia e mais nos seus interesses. Cada vez mais entram em contato com o mundo do trabalho e vão explorando as profissões existentes. Dessa forma, os jovens ensaiam em sua imaginação as ocupações de seu interesse, agora mais calcados na realidade.

Voltando a pergunta inicial, do que você vai ser quando crescer, um alerta que faço é que, muitos jovens por terem pensado quando crianças nas profissões tradicionais, Medicina, Direito, Engenharia, são muito apoiados pelos pais, familiares e amigos a seguirem nesse percurso, e aí pode acontecer do jovem fazer uma escolha vocacional prematura, ou seja, ele tem um compromisso precoce com uma opção profissional e não faz a exploração de outras opções profissionais que poderiam ser o seu caminho.

Por isso, é importante o autoconhecimento, o conhecimento de suas habilidades e de seus interesses, bem como o conhecimento das pressões e influencias sofridas neste percurso.
Se isso faz sentido para você, vamos conversar? A orientação vocacional pode te ajudar.

Flávia Maria Marques